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Leites e fórmulas infantis

Este assunto merece uma cuidada abordagem visto que a alimentação e o perfil de crescimento nos primeiros meses/anos de vida são fundamentais para o estado de saúde futuro.

A importância da amamentação e do leite materno é sobejamente conhecida: o leite materno é o alimento de eleição nos primeiros 6 meses de vida, pois supre todas as necessidades do lactente, devendo ser a fonte láctea principal até ao primeiro ano. A sua composição nutricional contribui para o reforço do sistema imunitário protegendo o bebé das agressões (alergias e infecções). Por outro lado, o estímulo afectivo/cognitivo no acto de amamentar é insubstituível. No entanto, nem sempre é possível fazer a alimentação do bebé através do leite materno, quer pela sua ausência ou porque não satisfaz as necessidades do bebé em pleno. Nessas situações torna-se necessário escolher a alternativa, surgindo assim no contexto, os leites/fórmulas infantis. Estes visam a promoção de um perfil de crescimento, composição corporal e marcadores bioquímicos funcionais o mais semelhante ao registado no lactente alimentado com leite materno.

Como apontamento histórico do estudo e evolução destes leites e fórmulas registe-se que o primeiro "leite para lactentes" surgiu em 1867, desenvolvido por Liebig e produzido por Henry Nestlé. A preocupação inicial era a de "nutrir na ausência de leite materno". Actualmente, para além de nutrir, é necessário "optimizar essa nutrição, tendo em conta o conceito funcional dos compostos biológicos e as suas implicações na saúde futura".

Existem vários leites no mercado, a área de nutrição infantil está em constante evolução, o que dificulta a tarefa dos pais na hora da escolha, devendo assim aconselharem-se com o pediatra ou outro profissional de saúde (enfermeiro ou farmacêutico). Os leites/fórmulas infantis classificam-se de acordo com o grupo etário ao qual é dirigido o produto: leites para lactentes ou leites 1, são utilizados até aos 4-6 meses, altura em que o leite é a única fonte alimentar do bebé; leites de transição ou leites 2, dos 4/6 meses até aos 12 meses, quando são introduzidos alimentos sólidos; leites de crescimento ou leites 3, + crescidos ou de crescimento, estes são usados dos 12-36 meses, e visam prevenir a introdução precoce do leite de vaca, que deve ser evitado até aos 3 anos de idade, pois é demasiado pobre em ferro e em ácidos gordos essenciais e excessivamente rico em proteínas, não sendo o mais adequado para as necessidades específicas da criança. Resumindo, na ausência ou insuficiência de leite materno, um lactente de termo, saudável (ou pontualmente doente mas sem compromisso da capacidade digestiva e de absorção) e sem história familiar de atopia, deve ser alimentado com um leite artificial Standard.

As fórmulas semi-elementares e elementares possuem características de elevada digestibilidade e hipoalergenicidade e estão indicadas em situações patológicas, seja em casos de mal absorção, intolerância ou alergia alimentar. São leites especiais, recomendados para situações particulares, não sendo considerados fórmulas Standard. Existem os leites: hipoalergénicos, constituídos por proteínas do soro de leite hidrolisado, que reduzem o risco de alergia; anti-obstipação ou AO, que facilitam o esvaziamento gástrico e o amolecimento das fezes, sem alterar a frequência das dejecções; anti-cólica ou AC, que possuem reduzido teor em lactose minimizando o risco de cólicas e gases intestinais; saciedade, que permitem uma digestão e absorção mais prolongadas, aumentando a sensação de saciedade sem alterar o aporte proteico; 5) para desconforto digestivo, possuem proteínas parcialmente hidrolisadas e reduzido teor de lactose, facilitando a digestão e absorção em bebés com problemas digestivos com sintomas de gases , cólicas e obstipação. Existem ainda leites/fórmulas infantis com fins medicinais específicos que estão disponíveis na farmácia: constituídos por proteínas de soja, quando o bebé é intolerante/alérgico ao leite de vaca; sem lactose, em situações em que há falta da enzima lactase, ou situações de galactosemia, usam-se em situações de gastroenterite infecciosa; leites para prematuros ou recém-nascidos de baixo peso, que possuem um teor proteico mais elevado; anti-regurgitantes ou AR, adequados a crianças que não aumentam de peso devido à perda de nutrientes associada a regurgitação patológica, em que se verificam lesões do esôfago. Neste caso a utilização de fórmulas espessadas reduzem os vómitos e o número de episódios de refluxo ácido. De notar que a regurgitação moderada é frequente e resolve-se com medidas posturais adequadas e redução no volume das mamadas.

Concluindo, existem diversos leites e fórmulas infantis que são nutricionalmente seguros. Aconselhe-se com profissionais de saúde sobre os cuidados a ter com a sua preparação, sobre os acessórios correctos a utilizar bem como regras de uso e esterilização. Na farmácia realizamos regularmente workshops mamã-bebé, onde abordamos todos estes temas. Visite-nos!

Farmácia Rocha Santos

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